sexta-feira, 3 de março de 2017

De olho no voto dos senadores e deputados

As palavras do vigário da Catedral de Santa Luzia, padre Flávio, na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Mossoró fez ecoar, de certo modo, vozes de trabalhadores e trabalhadoras que estão receosos com a reforma da Previdência Social, já apresentada pelo presidente Michel Temer e defendida por alguns setores da sociedade. Principalmente o político e ligado à base governista.

"... Olhem bem quando forem votar, porque nós vamos estar de olho no voto de vocês", avisou o pároco ao senador Garibaldi Filho (PMDB) e ao deputado federal Beto Rosado (PP). Um aviso certeiro, coerente e correto.

A Reforma da Previdência Social tende a ser votada antes das eleições do ano que vem. Do jeito que a situação do trabalhador está, todas as atenções se voltam para as definições. Dependendo do resultado, muitos dos que podem decidir o futuro do trabalhador terão seu futuro decidido, de igual modo, pelo voto. Daí o aviso de padre Flávio.

Pela ligação política do senador Garibaldi Filho com o presidente Michel Temer, certamente ele votará a favor da reforma. Ele, que já foi ministro da Previdência Social, chegou a defendê-la. Isso em conversa com a imprensa, em Mossoró, quando da leitura da mensagem da prefeita Rosalba Ciarlini na Câmara Municipal.

A Reforma da Previdência vai igualar o tempo para aposentadoria para homens e mulheres: 65 anos, com 20 anos, mínimos, de contribuição. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador terá que contribuir por 45 anos. Hoje esse tempo é de 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. O governo Temer leva em consideração o fato de que a Previdência estaria deficitária, embora instituições contrárias à ideia do Governo mostrem que o próprio governo está omitindo dados que indicariam que existiria superávit.

Padre Flávio, por fim, externou o que grande parte do Brasil queria dizer á classe política; "O senjor sabe que esse povo sofrido do Brasil, no Nordeste, se não fosse a Previdência Social, a fome já tinha matado milhares. Nós não devemos pagar essa conta nem ser penalizados", disse o padre Garibaldi e Beto Rosado.

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