sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Larissa externa posição: faz oposição a Robinson

A deputada estadual Larissa Rosado externou que sua posição em relação ao governador Robinson Faria (PSD) é de oposição. Nesta entrevista ela critica a gestão dele e frisa que se passaram dois anos sem que tem há havido “presença” do governador em momentos críticos e citou áreas carentes: segurança e saúde. Nesta conversa com o blog, a parlamentar fala sobre sua provável ida para o PMDB, eleição de 2018 e outros. Leia abaixo:

 A senhora já decidiu se vai para o PMDB?
A conversa com o PMDB existe desde a mudança da presidência no nosso partido, o PSB, no Estado. Não concordamos com a forma com essa  mudança foi conduzida e surgiram alguns convites. O PMDB, é claro, nós temos muita afinidade. Eu nasci politicamento no PMDB. Fui presidente do PMDB jovem, eleita deputada estadual a primeira vez no partido. Nosso grupo esteve no PMDB por mais de 20 anos. Então, a conversa é amigável e com afinidades. Mas, apesar de adiantadas, as conversas não foram fechadas.

Como a senhora analisa a vinda do ex-prefeito de Almino Afonso, Lawrence Amorim para Mossoró, se filiar ao PMDB e ser uma das apostas para 2018?
É natural que o partido queira nomes novos para o seu quadro, especialmente nomes que venham dar oxigenação. Lawrence foi prefeito de Almino Afonso por dois mandatos, fez uma  grande gestão e não vejo problema nenhum em ser apontado como um nome para 2018. Precisamos, na política, de nomes que venham a somar, e, acredito que ele é um nome que soma.

O seu retorno à Assembleia Legislativa garante a Mossoró representante na Casa. Como a senhora vai trabalhar nesses dois anos?

Mesmo sem mandato, não me abstive de levar a voz de Mossoró às autoridades. Nesses dois anos que estive sem mandato, fui para a rádio 93 FM onde conduzia um programa que levava os anseios da população para mais perto de quem poderia resolve-los. Essa é a nossa forma de trabalhar, ouvindo as pessoas. Continuo fazendo isso, agora, com mandato e é através do apelo, do pedido, da sugestão, que estamos montando nosso mandato. Existem algumas bandeiras que serão prioritárias, como o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado, muito especialmente, de Mossoró, mas, não podemos esquecer a questão da segurança, que assusta cada vez mais o potiguar. Mossoró, por exemplo, já contabiliza 29 assassinatos. A saúde, tão debatida e sofrida, também será abordada por nós na Assembleia. A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e a necessidade do seu fortalecimento, principalmente na luta pela autonomia financeira, terá seu espaço. Aliás, já solicitamos uma audiência para discutir o tema. Não podemos deixar que a Uern, patrimônio do Estado, seja esquecida pelo Governo do Estado. A geração de emprego e renda, que interfere diretamente nas familias que mais precisam, é um tema que debateremos bastante. Enfim, estamos atentos aos problemas do norte riograndense e faremos com que essas questões tenham eco para que as soluções sejam encontradas o mais rápido possível.

As eleições de 2016, em Mossoró, unificaram a família Rosado. A senhora acha que esse fator será benéfico em 2018?

Quando começamos a conversar com o grupo da atual prefeita Rosalba Ciarlini o nosso objetivo era tirar Mossoró do total descontrole que se encontrava. Não conversamos às escondidas, toda Mossoró acompanhou nossas conversas e aprovou. Estamos confiantes que a prefeita fará uma gestão comprometida, responsável, retomando o desenvolvimento de nossa cidade. O momento é de devolver a Mossoró a sua autoestima e, para isso, estamos todos unidos nesse propósito. 2018 será conversado quando for necessário, por enquanto, o foco é Mossoró.

No âmbito estadual, é sabido que o governador Robinson Faria enfrenta dificuldades em vários setores. Como a senhora avalia o desempenho dele?
Já se passaram dois anos e o governador ainda não mostrou a que veio. Alardeou que seria o governador da segurança e, infelizmente, nós estamos vivendo a pior crise de segurança do Estado do Rio Grande do Norte. A saúde caminha a passos lentos, os hospitais regionais estão sucateados, os servidores estão com salários atrasados e com a autoestima lá embaixo, o que acaba por influenciar na prestação do serviço à população. Então, de nossa parte, ele terá o apoio aos projetos que foram de importantes para a melhoria da qualidade de vida do cidadão, mas também, a fiscalização diária do que está sendo feito e como estão sendo empregados os recursos do nosso Estado. Pessoalmente, torço para que o Governo se encontre e consiga dar vazão aos problemas que acontecem no RN.

O prefeito Carlos Eduardo Alves, de Natal, é pretenso candidato ao Governo do Estado. Diante de problemas que são constatados na capital, a senhora vê que ele tenha condições de tentar salvar o Rio Grande do Norte?

Bom, primeiro, eu nunca vi ou ouvi declarações do prefeito Carlos Eduardo que concorrer ao Governo do Estado seja sua pretensão. Que ele é considerado pela população de Natal um bom gestor, ficou claro com a sua reeleição. Mas, como já falamos anteriormente, até pelas dificuldades que os municípios e governos enfrentam, a questão politico-partidária deve ser tratada um pouco mais pra frente.

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