sexta-feira, 29 de abril de 2016

Que mal há?

Não faz sentido algum a discussão acerca da realização ou não do Mossoró Cidade Junina. É certo que existem carências em setores tidos como primordiais à cidade. Mas o fato é que não se pode trabalhar com a teoria de que a verba a ser utilizada no evento poderia ser destinada para outras áreas. Assim fosse, qual a razão de existir cultura e entretenimento na própria Constituição? Para que serviria as chamadas verbas carimbadas se o administrador poderia utilizá-la para outra finalidade?

As redes sociais permitem que o cidadão possa opinar. Expor uma crítica e fundamentá-la. Mas ao mesmo tempo permite que se faça a devida análise do que vem sendo dito: se o Cidade Junina não for realizado, o que vai ser dito? Se o dinheiro for direcionado para outra área, como ficará a prestação de contas? Quem responderá por isso: quem critica ou quem está administrando?

Falar é bem fácil. Difícil é decidir sobre o que fazer. E se o povo elegeu um responsável pela administração, o blog crê que cabe ao gestor decidir.

É o mesmo que criticar a presidente Dilma Rousseff por reduzir investimentos em áreas primordiais. A redução, a verba, não foi para outras áreas. Até porque não se pode pensar em cobrir um santo para descobrir outro. O problema persistiria do mesmo modo.

E vem a história de que o cidadão tem direito à saúde, educação, moradia, esporte, cultura, lazer e entretenimento. Se isso está posto na Constituição, que mal há em concretizá-lo?

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