quinta-feira, 14 de abril de 2016

PSD e PT não falam a mesma língua no RN

Interessante como a política é dinâmica. Bastou o PSD nacional decidir que o partido iria votar pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT) para o mundo potiguar vir abaixo: o PT estadual decidiu pelo rompimento com o governador Robinson Faria (PSD). E o que isso implica? Em várias coisas. A começar pela liberdade que Robinson terá em Natal, por exemplo, para decidir sobre quem deve apoiar à Prefeitura. Do mesmo modo em Mossoró, onde o vice-prefeito Luiz Carlos (PT) já havia rompido com o prefeito Silveira Júnior (PSD), mas o partido ainda está (ou estaria) aliado.

Todo mundo sabe que todo mundo sabia que a aliança PT/PSD no Rio Grande do Norte não iria vingar. Se não fosse agora, o rompimento seria mais na frente. É sabido que a senadora petista Fátima Bezerra estaria na bola da vez à disputa pelo governo do Estado em 2018. Daí não ter sentido algum ficar em uma aliança de araque. Ou é aliado ou não é.

O PSD nacional decidiu que não seria mais aliado do PT nacional. Mas isso não quer dizer que ocorra um efeito cascata. Até porque a situação nacional difere do plano estadual e do municipal. Mas a teoria petista não funciona bem assim, Parece existir uma espécie de ditadura que faz com que o cenário nacional tenha que ser, por consequência, espelho do quadro regional.

E ai daquele que ousar pensar diferente. A ditadura petista é tão forte que quem pensa contrário acaba sendo, de certo modo, desconsiderado e achincalhado. Não se pode, na ótica deles, pensar diferente. Como se existisse apenas uma vertente ideológica e que, por isso, existiria apenas uma verdade.


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