quarta-feira, 20 de abril de 2016

Congresso nosso de cada dia

As pessoas, obviamente que simpatizam com o governo Dilma Rousseff (PT), criticam a suposta manobra que o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB), teria executado em parceria com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para que a Casa admitisse o impedimento da presidente. E o apoio de deputados federais ao impeachment, de maneira geral, passou a ser visto como algo que daria mais substância ao "golpe".

O interessante nessa história toda é que o PT tem se recusado a propagar a teoria de que teria caído no "golpe" por mero capricho. Sim, pois em 2014 o Partido dos Trabalhadores se aliou ao PMDB para garantir a eleição de muitos. Inclusive de Dilma Rousseff, bem como a de Eduardo Cunha. Assim sendo, não se trata de nenhuma ação extraordinária. Ou será que o PT não sabia em qual ninho estava se metendo quando propôs aliança ao PMDB?

No mais, todos ainda reclamam da votação que houve, pelo impeachment da presidente, na Câmara Federal. Especificamente pelo voto. E isso é outra coisa que não se pode reclamar. Todos os que votaram,a favor ou contrários ao impedimento, foram eleitos pelo voto popular. Em outras palavras, representam a população brasileira de modo geral. Se estão ali, obviamente alguém votou neles. E agora reclamam? Algo que não se entende.

O Congresso Nacional reflete a imagem da população brasileira. Se os discursos dos deputados federais deixaram a desejar, isso mede justamente o grau de educação ou de conhecimento que os cidadãos possuem. Escolhem seus candidatos, elegem representantes e depois não reconhecem a legitimidade da votação? Como assim?

A votação em si, pelo impeachment, já era esperada. Até pelo PT.

Continuar com o discurso rancoroso de golpe, de rasteira ou de tapetão é apenas palavras de quem não tem mais o que dizer. O processo em si, crê o blog, é legítimo. Se existem dúvidas sobre a metodologia adotada pela presidente da República, ela tem mesmo que se explicar. Não é pelo fato de ser presidente que Dilma não tem que prestar contas de seus atos. Pelo contrário: ela deve ser o exemplo.

E alguém já disse que as chamadas "pedaladas fiscais" não incorreriam em crime pelo fato de governantes anteriores terem utilizado o mesmo artifício. Ora, isso é querer dizer que se todos erraram ela, Dilma, errando seria crime por quais motivos? E é aí que está a questão: um erro não justifica outro. Ou outros. O que teria faltado aí seria vontade para buscar explicações.

E a bem da verdade, esse impeachment da presidente Dilma Rousseff só saiu porque a economia está deixando a desejar. Se tudo acontecesse e não se mexesse no bolso de ninguém, tudo ficaria do mesmo jeito. Coisas piores aconteceram, certamente, no passado. E nada se fez porque a coisa não atacou o bolso da população.


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