segunda-feira, 4 de abril de 2016

Agenda positiva

A chamada agenda positiva toma conta de Mossoró. Do Governo do Estado à Prefeitura Municipal. A regra é clara e óbvia: reverter quadro de negatividade com vistas às eleições que se aproximam. O governador Robinson Faria e o prefeito Silveira Júnior estão errados? De maneira nenhuma. Estão mais que certos. E correr para sanar os prejuízos parece ser o caminho natural.

O que está em discussão, no momento, não é a agenda positiva. E sim a saída de Silveira da presidência da Femurn. A assessoria dele já divulgou que existe consulta feita no TSE, a qual dá conta de que o prazo para presidente de Federação de Municípios deixarem suas funções é de quatro meses antes da campanha. Uns dizem que esse tempo seria de seis meses. Pelo sim, pelo não, é algo que certamente será solucionado. Se existe a consulta, não se tem o que questionar.

E Silveira sabe perfeitamente que o norte da questão não é essa. Ele já afirmou que tentará a reeleição e busca a consolidação de tal projeto. Obviamente que tem que acelerar algumas ações. E a saúde é uma delas. Dias passados se anunciou que três Unidades Básicas de Saúde estariam fazendo exame de eletrocardiograma. Sem dúvida, uma boa notícia. Mas isso não basta. E o prefeito é ciente disso.

Daí que certamente ele deve ter orientado sua equipe a acelerar algumas mudanças na área. É bem verdade que os problemas do setor não devem ser creditados apenas ao prefeito. Existe uma Secretaria que cuida da saúde. Daí que seria, a grosso modo, responsabilidade da titular da pasta. Mas não é bem assim que a coisa funciona. Não se sabe se Silveira fará alguma alteração no secretariado. Até porque o tempo administrativo, este ano, é diferente dos demais. Existe o calendário eleitoral que deve ser respeitado e, assim sendo, tudo tende a ser mais corrido em 2016.

Mas o fato de ter começado a famosa agenda positiva é um bom indicativo. Se tudo transcorrer conforme foi pensado, entende-se que Silveira teria alguma recuperação e, de certo modo, sairia da zona desconfortável em que se inseriu nos últimos meses. Se houver continuidade, ele certamente poderá se apresentar com maior sintonia com a periferia, que é onde os problemas realmente se concentram.

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