terça-feira, 8 de março de 2016

Saúde: uma vez caótica, sempre caótica

Em quem acreditar? A quem buscar ajuda? A saúde de Mossoró nunca esteve tão caótica. Em todos os setores e esferas. As redes públicas municipal e estadual evidenciam falta de planejamento e de prioridade. Dizer que saúde será tratada como eixo prioritário é fácil. O complicado é colocar o que se disse em prática. E, em razão das palavras ditas ao vento, o cidadão sofre sistematicamente e sem saber a quem recorrer. Se vai para uma Unidade Básica de Saúde, falta tudo. Se vai para o Hospital Regional Tarcísio Maia, do mesmo jeito. Se a cidadã está grávida e procura a Casa de Saúde Dix-sept Rosado, a porta está fechada. Se vai para o Hospital da Mulher, caos do mesmo jeito.

Enfim, parece que o modelo de gestão do PSD é o mesmo: deixar o cidadão à mercê da própria sorte. Se a análise for feita sobre o Governo do Estado, hoje a pessoa está mais presa do que qualquer detento. Se busca atendimento médico tem que rogar aos céus para que seja atendido. Se a questão se voltar para a esfera pública, aí é que o caldo engrossa.

E ainda tem neguim que não gosta quando se diz que não existe prioridade. Esta, a tal prioridade, em se tratando de Mossoró, é robustecer politicamente algum projeto eleitoral. E tal afirmação vem do fato de inexistir, ao menos teoricamente e é o que se externa à população, ação concreta e efetiva aos problemas da saúde. O blog diz isso porque a titular da pasta assumiu recentemente o comando de um partido político. Obviamente que a secretária pode fazer isso. Isso se a saúde não estivesse caótica, aos cacos. E entende-se que a prioridade não é buscar alguma cola para remendar os caquinhos da saúde. O objetivo é outro. Eleitoral, diga-se de passagem. Fosse diferente, qual o sentido de uma secretária controlar um partido político? É só raciocinar.

A crise no setor de oncologia de Mossoró mostra claramente isso, da inexistência de projeto para determinadas áreas da saúde. Até acordo judicial está sendo descumprido. Todos sabem que a máxima que se diz é que decisão de Justiça se cumpre. Mas por estas bandas pode-se fazer de tudo. Até interromper tratamento de quem precisa de atenção e não encontra alternativas viáveis para continuar vivo. A saída seria qual? 

Fala-se que Mossoró está perfeita, que avançou em isso e naquilo. Que a conquista do transporte público - um problema de décadas - representaria o fim de alguma coisa. Pelo contrário: o problema de décadas certamente continuará por mais algumas décadas.

E, aliado a isso tudo, ainda tem a quebra de palavras. Ou a questão dos camelôs foi resolvida? Pelo que o blog sabe, tudo continua do mesmo jeitinho. Com um elemento a mais: os ambulantes estão aumentando em Mossoró e não se tem nenhuma fiscalização para coibir tal cenário. Quando é que teremos, definitivamente, o tal camelódromo? Ou tal instrumento social será igual ao Santuário de Santa Luzia e ficará na teoria de Platão, no Mundo das Ideias?


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