segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Qual a prioridade da Prefeitura de Mossoró?

A crise se instalou de vez na Prefeitura de Mossoró. E não foi por falta de aviso. Desde 2013 que se dizia que a situação não estava boa, que a arrecadação vinha sendo frustrada por meses consecutivos. Isso ainda na gestão da ex-prefeita Cláudia Regina (DEM). Ela fez uma reforma administrativa para adequar o Executivo à nova realidade. Vinha dando certo. Mas seu projeto foi tolhido por força da decisão da Justiça Eleitoral. De lá para cá, muita coisa aconteceu.

Secretarias foram criadas. Exemplifica-se o da Segurança Pública. E, quem pensou no tal organograma deveria ter ido além do balançar a cabeça afirmativamente com tudo o que se quer. Afinal, secretários e assessores são para auxiliar em alguma ação. Não apenas para concordar com tudo. O resultado é o desastre que está aí. Antes os prédios públicos dispunham de segurança. Hoje, estão praticamente ao léu. Prova disso é o mais recente assalto cometido por bandidos na Unidade Básica de Saúde Ildone Cavalcante, no bairro Barrocas. Alguém precisa de mais provas? O blog crê que esta só basta.

Falou-se em projetos mirabolantes, como a construção do Santuário de Santa Luzia. Como se não existissem outras prioridades em Mossoró. Como se tudo estivesse funcionando e o cidadão, por consequência, fosse bem atendido em todas as áreas.

Para que se tenha ideia do quadro atual, na UBS Ildone Cavalcante, por exemplo, o blog foi informado que a diretora saiu mendigando luvas e outros materiais para que os dentistas pudessem realizar seus trabalhos. Para que os usuários fossem atendidos. E ainda tem neguim dizendo que a quando se critica alguma coisa é por motivos meramente pecuniários. Tenham santa paciência.

O momento requer análise. De se eleger prioridades. Por sinal, a atual administração deixa entender que a prioridade é aquela que surge de última hora. Foi assim com a retirada dos camelôs do Centro da cidade. A Justiça aprazou um tempo. Até agora a Prefeitura não fez nadica de nada. Tampouco fiscaliza para que novos ambulantes se instalem na cidade. Veio ainda o Santuário de Santa Luzia, o qual se fez um estardalhaço e com direito a lançamento da pedra fundamental. Foi dito que nos primeiros dias de 2015 o primeiro tijolo estaria assentado. Passou 2015 e 2016 já entrou. Nada do tijolo. O que restou foi lembrança de uma palavra. Nada mais.

Agora, diante disso tudo, vem a crise que afeta o bolso do servidor público. É sabido que quando alguma coisa não vai bem, é preciso repensar estratégias. Planejar. Algo que, ao que parece, não ser o forte de Mossoró. A começar pelo que se vê pelas janelas do prédio onde funciona a Secretaria de Planejamento e da Controladoria: um amontoado de caixas, deixando entender que ali nada se encontra. Ou melhor: o que se busca.

Para piorar ainda mais a situação, alguns assessores chegam ao cúmulo de anunciar que Mossoró está no "caminho certo", que a "gestão coragem" está fazendo o dever de casa. É preciso compreender que nem todas as casas estão sendo atendidas. Que nem todas as mesas são fartas. E se a coisa continuar do jeito que está, quem faz o serviço público funcionar, mesmo aos trancos e barrancos, vai entrar em colapso. Sim, porque servidor algum continua em pé com o estômago vazio.

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