quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Qual o interesse em fechar o Hospital da Mulher?

Qual o interesse do governador Robinson Faria em fechar o Hospital da Mulher de Mossoró? Crise? Impossibilidade de honrar a manutenção da unidade? Prejudicar a área obstetrícia da segunda maior cidade do Estado? Ou simplesmente conveniência política para que a Maternidade Almeida Castro amplie sua receita?

Qualquer que seja a resposta, todas levam a um ponto central: se o governador Robinson Faria fechar o Hospital da Mulher, fatalmente ele terá assinado carta de despedida de Mossoró. Sim, porque ele perderá todas as chances de sair "vivo" da fogueira política que queima na cidade. Todo mundo sabe que o governador tem evitado circular por estas bandas. A negatividade do governo municipal pega, por tabela, o governo estadual. E se o governador colocar "mais lenha", a fogueira que arde e queima o PSD só vai acrescer em suas chamas. É fato.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) afirmou que o Governo do Estado trabalha para ampliar a área obstetrícia de Mossoró e região. Como vai aumentar o atendimento do setor se fechar o único hospital de referência regional na área? Não dá para compreender.

Na nota, não se fala abertamente no Hospital da Mulher. Mas se a Sesap alude que vai ampliar, isso implica dizer, por entendimento das palavras oficiais, que o Governo do Estado descarta o fechamento do Hospital da Mulher. Não faz sentido algum anular uma instituição que é benéfica à região. Até porque seria um retrocesso.

Mas se o fechamento da unidade está prevista e ocorrerá quando o Governo do Estado construir o Hospital Materno-Infantil na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), conforme prevê o programa "RN Sustentável", isso é outra história. Mas não seria o fechamento, e sim transferência dos serviços. Sem repassar ônus ou bônus para qualquer outra entidade governamental ou de atendimento.



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