quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Entre Josivan e Jório, quem levaria vantagem?

Com a crise instalada na Prefeitura de Mossoró, envolta em denúncias infindáveis acerca de atraso de pagamento, de existência de nove cartelas diferenciadas ao Mossoró Cidade Junina e mais uma série de questões de ordem moral e ética, fica cada vez mais difícil acreditar na teoria de que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) pense em reeleição. A começar pelo bloqueio que existe entre ele e a imprensa. Sua Comunicação não tem ajudado e coloca obstáculos em tudo. Como se não fosse necessária a apresentação de alguma explicação ao atual momento vivenciado em Mossoró. O que é lastimável.

Assim, com essa série de questões externas e internas, fica complicado para o prefeito conseguir se sobressair e virar a página, como se diz, em busca da reeleição. Não se tem clima. Não há espaço. Não se tem como. Mas nem tudo está perdido e basta Silveira querer. E para tanto, teria que mudar parte da sua equipe. Algo que, definitivamente, não deve acontecer. A Comunicação, por exemplo, é imexível, já que quem controla a pasta é sua cunhada, jornalista Mirella Ciarlini, irmã da também secretária Amélia Ciarlini (primeira-dama e que responde pela pasta do Desenvolvimento Social).

Isto posto, um nome da própria equipe de Silveira começa a despontar (algo que já vinha acontecendo desde que aceitou fazer parte de auxiliares do prefeito). Trata-se do secretário municipal de Planejamento, Josivan Barbosa de Menezes. Josivan surge, dizem, como uma "pedra no sapato" do presidente da Câmara Municipal, vereador Jório Nogueira (PSD), que é tido como um dos prováveis nomes serem alçados à disputa pela Prefeitura de Mossoró em caso de algum impedimento contra Silviera Júnior. Algo bem complicado, já que Jório tem se destacado via outra liderança emergente: o governador Robinson Faria (PSD), que tem rasgado elogios ao vereador mossoroense.

O blog conversou com Josivan e perguntou algo que tem sido especulado: se ele estaria de malas prontas para sair do PT e aportar no PSD, partido presidido em Mossoró por Silveira Júnior. Ele não disse que sim nem que não. Limitou-se a responder que estava no grupo para somar e que seu destino partidário dependeria exclusivamente do agrupamento político governista.

"Estamos discutindo o apoio que o prefeito terá à reeleição. O que for melhor para o grupo permanecer unido, farei", afirmou. Josivan falou ainda que o PT, especificamente a ala ligada ao vice-prefeito Luiz Carlos, está mais próxima. Mas é público e notório que Luiz Carlos também quer disputar a Prefeitura de Mossoró. E, com isso, Josivan não teria espaços na legenda. Entre um vice-prefeito e um secretário, obviamente que a vez seria do vice.

E é aí que está a questão: o PT tende a desembarcar do governismo. Assim como Josivan tende a se filiar ao PSD. O secretário de Planejamento mataria, no popular, dois coelhos: ficaria livre para tentar se viabilizar e entraria na disputa com Jório Nogueira. Levaria vantagem no plano municipal, já que Silveira poderia apoiá-lo. Mas ficaria em desvantagem no âmbito estadual, pois é público que o nome da vez, para o governador Robinson Faria, é o presidente da Câmara Municipal.

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