segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Servidores públicos de Mossoró, atentai-vos

Servidores públicos municipais de Mossoró, atentai-vos: o fantasma do atraso de pagamento começa a rondar o Palácio da Resistência. Em verdade, o próprio prefeito Silveira Júnior (PSD), afinou o discurso. Respondendo às perguntas enviadas pelo blog (ver postagem abaixo), Silveira não fez mistério sobre isso: "a crise financeira coloca em risco a folha de pagamento de todos os municípios do Brasil, como também dos Estados. Rio Grande do Sul e Sergipe, por exemplo, já atrasaram pagamentos, sem falar em vários municípios de estados importantes como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais."

Como se diz por aí: para bom entendedor... É bom que se diga que não é de hoje que o temor do atraso salarial está perto da Prefeitura de Mossoró. Servidores terceirizados já enfrentam o problema. Dias passados uma mulher ligou para uma emissora de rádio da cidade para informar que trabalhava em determinada empresa que presta serviços à PMM e está há três meses sem ver a cor do dinheiro.

Com o discurso da crise e que vários Estados e municípios brasileiros atrasaram pagamento de servidores, mais dia menos dia pode ser que o prefeito resolva passar tal informação aos trabalhadores públicos e dizer o que já se especula há algum tempo.

A crise que a Prefeitura de Mossoró passa não é de hoje. A então prefeita Cláudia Regina (DEM) afirmou, em 2013, que a receita estava em queda vertiginosa e que a Prefeitura teria que se adequar à nova realidade. E quem puder conferir, basta procurar no youtube um pronunciamento feito por ela à época. Cláudia não conseguiu seu objetivo, pois foi afastada do cargo. E não se viu andamento das medidas adotadas por ela.

O prefeito Silveira Júnior até chegou a anunciar algumas ações. Mas estas caíram por terra na medida em que se reajustou salários de prefeito, vice-prefeito, secretários e adjuntos, bem como se criou cargos para atender "demanda administrativa". Nem mesmo os aluguéis de veículos baixou. Até porque se teve licitação para aluguel de 250 carros. Em vez dos gastos caírem, aumentaram.

Daí se tem hoje uma crise que ameaça a tudo e a todos. Até quem ganha salário bem inferior ao prefeito.

Alguma cidade brasileira já reduziu salário de vereadores. Eles queriam aumentá-lo. Mas a população protestou e eles foram obrigados a reduzirem seus ganhos para 900 e poucos reais. De R$ 3.500,00 para pouco mais de R$ 900,00.

Bem que poderia existir tal protesto em Mossoró. Em vez de falar em crise, o salário do prefeito, vice, secretários e adjuntos poderiam ser reduzidos. E o Sindiserpum já expôs tal ideia. Mas entrou em um ouvido e saiu no outro. De vereadores, prefeito e vice-prefeito.


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