terça-feira, 14 de abril de 2015

Pequenos problemas que fazem a diferença

Qual o erro do prefeito Francisco José Júnior (PSD)? O que teria o levado a ficar com maior percentual de reprovação popular no Rio Grande do Norte? Ainda tem como recuperar? Como?

Bom, são várias as perguntas que tomam conta de grupos fechados do whatsApp. E as respostas, obviamente, são diversas.

O titular do blog não quer, aqui, dar uma de sabichão. Apenas discorrerá sobre algo comum e simples: falta ação. Silveira ganhou a eleição suplementar, em maio de 2014, com maioria significativa. E o eleitor apenas teria dado resposta ao que ele apresentou na administração interina. Mas o que se viu àquela época caiu por terra.

Antes o prefeito era acessível a todos. Mas depois que assumiu a titularidade do cargo, mudou totalmente. O blog já discorreu neste espaço sobre as mudanças. Algo que não é salutar a políticos em geral. Se o político se apresenta como uma pessoa e depois muda, isso implica em muita coisa. Negativa, diga-se de passagem. Os números da pesquisa Consult comprovam essa tese, já que Silveira apareceu com 77,9% de reprovação.

Depois de eleito, o prefeito se fechou em uma redoma. Somente seus assessores tinham acesso. E, talvez orientado por sua Comunicação, se fechou. A própria Comunicação travou algo que era salutar ao próprio prefeito. E, basta perguntar a qualquer repórter local, ainda teve o fato da inacessibilidade aos que fazem a própria Comunicação.

Daí, fácil dizer que o problema maior do prefeito está em uma área específica: na Comunicação.

Percebe-se claramente que a Prefeitura de Mossoró não está conseguindo se comunicar. E isso se percebe pela opção que se fez pelo uso maciço das redes sociais para divulgar ações da Prefeitura. Ora, não é todo mundo que tem acesso à Internet. É fato.

Além disso, a administração atual peca pelo break que imprimiu em algumas ações. Principalmente na manutenção de serviços. Várias obras estão paradas. Praças estão abandonadas. Ruas estão esburacadas e a sujeira avança na periferia. Sem falar que existem problemas em serviços essenciais, como a saúde.

Assessores do prefeito aludem que ele tem entregado benefícios contínuos à saúde. Se tais benefícios existem, certamente o povo não está tomando conhecimento. Vai ver que, por não ter acesso ás redes sociais, o cidadão comum que mora lá na periferia, não sabe o que realmente estaria acontecendo.

Hoje mesmo, por exemplo, os 14 médicos cubanos ameaçaram deixar Mossoró em virtude da suspensão do auxílio transporte. Profissionais que atuam na educação também estão sofrendo com a medida e, como são efetivos, terão que pagar para trabalhar. Ou simplesmente podem pedir para sair. 

São pequenas coisas que, quando atingem o bolso, se transformam em grandes. Assim como um pequeno buraco em determinada rua, se não for tampado, cresce e aparece.

Talvez por isso, por não conseguir estancar problemas iniciais, a equipe do prefeito tenha proporcionado, de certa maneira, que hoje Silveira seja comparado à ex-prefeita Micarla de Souza, de Natal.

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