sábado, 11 de abril de 2015

A fome do PMDB

A ordem natural das coisas políticas, definitivamente, mudou. O PMDB, de coadjuvante no cenário nacional, passou a ditar as regras do jogo, deixando meio mundo de gente estarrecido com a desenvoltura de sua fome pelo poder.

De 2010 - quando chegou à vice-presidência com Michel Temer - para cá muita coisa mudou. De "pau mandado" passou a mandar. E ai de quem não seguir, cumprir ou atender o que a legenda quer. Que o diga a presidente Dilma Rousseff (PT).

Depois daquele programa de TV, no qual os peemedebistas de "peso" apareceram e alardearam que seriam o "futuro" do Brasil, que isso e aquilo. Isso em 26 de fevereiro que passou

Dessa data para cá, o que se viu foi que realmente alguma coisa mudou. E para pior. Especificamente para o País, que se viu praticamente dividido entre ricos e pobres, entre esquerda e direita. Como se o discurso de esquerda e direita ainda tivesse como ser praticado.

Como se o PMDB, hoje, não fosse atrelado à política esquerdista e como se o PT não fosse, do mesmo modo, obrigado a mudar o discurso de transformação social. Do dia 26 de fevereiro para cá, o que se tem percebido é que muito do que acontece na política brasileira teria o dedo do PMDB.

Não fosse assim, não faria sentido algum a presidente Dilma Rousseff extinguir a Secretaria de Articulação Política, que tem o objetivo de estreitar o diálogo entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, e entregar a função, bem como todos os poderes, ao vice-presidente Michel Temer.

Assim como também não faria sentido Dilma resolver, de boa vontade ou não, abrir mais espaços aos peemedebistas no Governo. Entende-se perfeitamente que o que está em jogo não seria apenas o fato de se ter dois discursos de Dilma: um na campanha e outro depois que foi reeleita.

O que está em jogo não é a tentativa dos tucanos de propagar o defenestrável terceiro turno. O que se discute aqui é que o governo do PT está sendo estraçalhado por um aliado que quer o óbvio: poder. Nem que para isso ponha o próprio governo na contramão da história e pressione, com toda a sua força política (algo que realmente o PMDB tem, já que comanda a Câmara Federal e o Senado), para fazer valer o óbvio: quer mais e mais.


A fome dos peemedebistas já está mais do que evidente. E parece que não tem cargo nenhum que possa saciá-la. Ao que se configura, somente o posto de presidente da República poderá acabar – se é que existe esse verbete para os peemedebistas – com a animosidade que se percebe em pronunciamentos dos parlamentares, seja na Câmara Federal ou no Senado, da base aliada da presidente Dilma Rousseff.

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