segunda-feira, 30 de março de 2015

Rescaldo da crise? Falta de planejamento?

A crise veio. Chegou com gosto. A mil por hora, diz-se. O que se poderia tirar de conclusão das medidas anunciadas pelo secretário municipal do Planejamento, Josivan Barbosa de Menezes, é que a maré não está para peixe. Logo a Prefeitura de Mossoró, tida como rica... O que houve? Não se sabia das consequências ou as medidas são justamente para evitar o pior?

O blog, prefere a segunda questão. Evidentemente que todo e qualquer esfera pública tem consciência das consequências da crise econômica. E o pior, certamente, virá. Recessão, desemprego, arrocho... Tudo isso, evidentemente, vai respingar nos couros de quem pode menos: da população.

O titular do blog esteve na sexta-feira na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santo Antônio em virtude da dengue.

Todo mundo sabia que o mosquito Aedes Aegypti estava avançando. Até porque as chuvas anunciaram. E pouco, ou nada, se fez para evitar o pior. Não se viu um carro fumacê pelas ruas da cidade, seja em área central, periférica ou zona rural. E o resultado foi o que o titular deste espaço viu: UPA lotada. Muita gente precisando de atendimento e poucos servidores atendendo. Uma confusão geral.

Isso é só um exemplo da crise. Das consequências. O que implica dizer que o serviço público não se preparou para o enfrentamento dela. E se o tal pacote emergencial lançado pelo secretário de Planejamento é duro, mais duro são as penalidades à cidade, que já enfrenta uma situação administrativa quase caótica.

O que danado aconteceu com Mossoró? O que aconteceu com o Brasil?

No pacote de contenção de gastos, falou-se em suspensão de investimentos em obras. Mas seria de bom alvitre que se especificasse quais seriam as obras que sofrerão paralisação. Ao que conste, a atual administração não tem um tijolo assentado com DNA próprio. E alguém pode até falar na Praça da Saudade. Mas esta foi deixada em andamento pela então prefeita Cláudia Regina (DEM).

Tirando a rotatória localizada por trás do supermercado Rebouças, não se vê nenhuma obra que possa ser atribuída à nova realidade política de Mossoró.

A não ser que se refira ao Santuário de Santa Luzia, cuja obra deveria ter começado em janeiro passado e até agora não se sabe se esta será iniciada. Ainda mais agora, quando se tem o pacote de contenção de despesas. Ou do Hospital Municipal.

O certo é que a atual administração andou prometendo coisa em excesso. E agora paga o preço por ter falado muito e agido pouco. E, pelo calendário administrativo que todo serviço público segue, não se tem mais tempo para corrigir alguma distorção. O jeito é esperar para 2017. Sim, porque 2015 praticamente acabou, embora mal tenha começado: para toda e qualquer licitação, são 90 dias (três meses). Mais dois de questionamentos e entraves administrativos. Aí já se passariam cinco meses. Estamos em março e chegaríamos ao mês de novembro sem, efetivamente, nada de concreto. Em 2016 o ano "termina" em junho, pois acontecerão (até agora) eleições à escolha de prefeitos e vereadores.

Daí o blog dizer que o jeito é esperar para 2017, quando um novo ou nova prefeito ou prefeita possa assumir a Prefeitura de Mossoró. Ou não. Pode até ser que o prefeito atual seja reeleito. E, de igual modo, ele terá condições de projetar alguma ação concreta. 

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