segunda-feira, 16 de março de 2015

Não creia em quem diz que vai fazer

O blog não crê, definitivamente, em quem tem a oportunidade de fazer e não faz. E espera o melhor momento, político, obviamente, para dizer que vai fazer. Quem quer (fazer) simplesmente chega e faz. Não precisa fazer anúncio algum. Basta querer. E quando se quer, tudo acontece. Tudo flui. Tudo muda. A crise que tomou conta do Brasil e se espalha pelas cidades brasileiras reflete essa ideia. Foi preciso haver manifestação popular nas ruas para o Governo Federal dizer que pretende enviar projeto de lei que prevê punição severa à corrupção e corruptos. Que enviará ao Congresso projeto que proibirá financiamento privado de campanhas eleitorais.

Precisava ter mesmo essa manifestação para o Governo dizer que vai fazer?

Evidentemente que não. Daí o blog não acreditar em nadica do que falaram os ministros da Justiça e da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Tampouco crê nas bonanças anunciadas pelo governador Robinson Faria (PSD). Muito menos em prefeitos que estão em ano pré-eleitoral e pensam na reeleição. Quem quer simplesmente faz.

Isto posto, o blog pega um exemplo que vem da vizinha cidade de Grossos, onde moradores do bairro Coqueiros cansaram de esperar ação do poder público municipal e realizaram, no domingo que passou, mutirão para embelezar a Praça José Ferreira de Albuquerque. Arregaçaram as mangas e simplesmente fizeram algo que deveria ter sido feito.
Populares participam de mutirão na vizinha cidade de Grossos (cedida)

E, com isso, externaram uma lição. Não apenas ambiental, de preservação ou de união. A ação realizada em Grossos evidenciou que o povo não quer apenas palavras vazias ou promessas que não se concretizam. É preciso mais. É preciso fazer. Não basta dizer.

E assim, com o mutirão realizado pelos moradores, ali naquele bairro quase esquecido, veio a lição de que é possível transformar. É possível perceber, em um pequeno ato, a grandiosidade que o cidadão tem em mãos: a transformação. O homem não tem apenas o voto, e se ele perceber que pode transformar realidades, o voto surge como instrumento forte e aliado em todo e qualquer processo.

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