segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Rosalba não estaria vislumbrando disputar a PMM

A ex-governadora Rosalba Ciarlini sabe perfeitamente de uma coisa: não quer a Prefeitura de Mossoró. Seus objetivos, embora sem ela ter dito, são claros: quer mostrar ao senador potiguar José Agripino, presidente nacional do Democratas, que ela saiu bem maior do que ele quis. E não seria em 2016 que Rosalba iria mostrar isso a Agripino. Daí o blog ter quase certeza de que a ex-governadora tem outros horizontes, os quais estão em 2018.

Mas como Rosalba iria fazer isso? A resposta começou a ser evidenciada bem antes de Rosalba ter negado o direito, pelo próprio partido, de tentar renovar o mandato de governadora. Foi iniciado, especificamente, ainda no primeiro ano de seu governo, quando a "Operação Sinal Fechado" foi deflagrada e se soube da suposta existência de uma quadrilha que tentava surrupiar verba pública, por meio da inspeção veicular, do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN).

Rosalba teria passado a ser vítima de um complô político a partir da sua negativa em dar sequência ao projeto relacionado á inspeção veicular. E os resultados tornados público com a "Operação Sinal Fechado" mostram que a então governadora agiu corretamente. Em outras palavras, Rosalba deu um basta à corrupção que tentava tomar conta do Detran potiguar.

Para quem começa a vislumbrar cenários políticos, está evidente que a ex-governadora Rosalba Ciarlini quer enfrentar José Agripino nas urnas em 2018, quando ele (se estiver em condições morais de tentar renovar o mandato) participará de mais uma eleição.

É que as denúncias feitas por George Olímpio, na delação premiada, mostram que Agripino estaria envolvido com o suposto esquema de corrupção que ameaçou ficar com R$ 1 bilhão do Detran/RN. Daí se teria a possibilidade de que o tema marcaria as eleições de 2018. Atingindo moralmente o presidente nacional do Democratas.

Diga-se de passagem, a imagem de Agripino ficou bem arranhada com as afirmações feitas por George Olímpio. Em tese, José Agripino perderia cacife de criticar qualquer desatino administrativo do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). E vale-se aqui da famosa Falácia Ad Hominem, que se efetiva quando se parte para desqualificar o homem por suas ações.

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