segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Quem vai investigar a AL e o governador?

As acusações feitas pelo deputado estadual José Dias (PSD) serão investigadas? Esta talvez seja a pergunta que ronda meia dúzia de cabeças na Assembleia Legislativa. Alguém pode até pensar que o que o parlamentar disse seja normal. Mas não é. Trata-se de coisa grave, de usar artifício e de uso da verba pública com viés meramente político e pessoal.

Não se trata aqui de apontar culpados. Se formos fazer a devida análise dos fatos, todos têm culpa. De deputados estaduais ao governador Robinson Faria (PSD). Saliente-se que Robinson não desmentiu, até agora, uma palavra do que afirmou José Dias. E, com isso, prevalece a tese de que teria havido uma espécie de queda ao mais baixo aspecto da política: o da negociata.

Evidentemente que o blog não está aqui para julgar. Até porque o julgamento foi feito pelo povo, que elegeu seus representantes. Mas como reagir diante de afirmações tão contundentes?

Sinceramente, o blog raciocina que as acusações de José Dias são sérias, graves e contundentes. Algo que deveria ser investigado. Não apenas pela Assembleia, que ficaria de "mãos atadas" para se debruçar sobre algo que seus deputados teriam cometido. A quem caberia investigar? Como isso seria feito? A quem punir?

Pelo que a imprensa noticiou, todos participaram, nos bastidores, para que Ezequiel Ferreira de Souza fosse eleito presidente da Assembleia Legislativa. O governador Robinson Faria vinha afirmando que não se intrometeria no processo. Mas, nos bastidores, a coisa ferveu. E isso veio à tona com as declarações de José Dias. O vice-governador Fábio Dantas (PC do B) teve papel destacado pela imprensa natalense. Agiu como articulador. Poderia se dizer, pelo que aconteceu nesta segunda-feira, que ele teria beneficiado Ezequiel.

O certo é que a podridão da política potiguar, mais uma vez, vem à tona. Acordos são feitos e envolvem aplicação de recursos públicos. Como se o dinheiro fosse um brinquedinho que pudesse ser usado a hora e à conveniência dos representantes do povo. Algo que já se sabia, indiretamente, mas que ficou bem evidente agora. Algo semelhante ao Mensalão. Aqui, contudo, não se teria havido troca de voto por dinheiro. E, indiretamente, isso ocorreu: deputados aprovaram algo que envolveria muita grana em troca de apoio.

Deputados, vice-governador e governador do Rio Grande do Norte se veem envolto em uma fumacinha desagradável. E o odor que exala é de podridão. Igual ao de um corpo que está em processo de decomposição. A política, ao que se apresenta agora, seria igual a um vírus mortal: vai destruindo células até acabar com as defesas do organismo humano e provoca a morte. Será que seria o início do fim? O que diz a Assembleia Legislativa sobre isso tudo? O que dirá o Ministério Público, o Tribunal de Justiça do Estado e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)? O que dirá o movimento Marcco? Não se trata, pois, de indícios fortes de corrupção?


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