segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Afinal, delação premiada vale para alguma coisa?

Delação premiada serve para alguma coisa? Se depender do presidente nacional do Democratas, o senador potiguar José Agripino Maia, a resposta é dupla: se for contra o PT, total validade. Se for contra ele, é coisa requentada e sem algum fundo de veracidade. O que veio à tona com o material veiculado no Fantástico, edição de domingo passado, não é novidade alguma para estas bandas.

Algo que já vinha aparecendo sistematicamente nos depoimentos dos acusados de integrarem suposta quadrilha que visava desviar R$ 1 bilhão do Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran/RN) por meio da inspeção veicular, cujo projeto foi iniciado na gestão da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) e cancelado no governo de Rosalba Ciarlini.

Agora, tendo o nome envolvido no esquema denominado de "Operação Sinal Fechado", José Agripino tratou logo de abrir o mesmo sinal. Disse, em nota enviada à imprensa, que o empresário e advogado George Olímpio, um dos delatores do escândalo que envolve gente viva e morta, é balela. Disse que George Olímpio havia declarado, com firma reconhecida em cartório, que ele (Agripino) não teria envolvimento algum e que processo havia sido arquivado por falta de prova.

Em outras palavras: quando Agripino escancara a boca para despejar toda sua ira política contra os mensaleiros do PT e contra os envolvidos no escândalo da Petrobras, a delação premiada é válida. É como prova cabal da existência de corrupção no governo do PT. Agora quando a mesma delação atinge a ele, isso é coisa requentada e sem prova alguma.

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