terça-feira, 21 de outubro de 2014

Que vença a democracia

Liberdade. Democracia. Voto. Eleição. E são essas palavrinhas que definirão o destino do Brasil no domingo que vem, 26. De um lado o discurso de que o jeito PT de governar seria o correto, que daria notoriedade a quem não tem vez. Que garantia a igualdade. Que permitiria a certeza de uma sociedade melhor. Talvez seja verdade. Talvez seja o mais coerente a ser pensado. Afinal, foi o governo do PT, iniciado em 2002, que trouxe sobrevida ao Nordeste e que proporcionou avanços sociais.

Ao mesmo tempo, foi esse mesmo governo que inverteu valores e inseriu recursos públicos em empresas particulares. O Fies é um exemplo disso e é o fator que recebe mais críticas nos chamados esquerdistas ortodoxos. Mas, ao mesmo tempo, permitiu que milhares de jovens tivessem acesso ao ensino superior. Que tais jovens, também adultos, tivessem a oportunidade que não tiveram em Universidades públicas. E, também, contribuiu para que Universidades e Faculdades privadas tivessem sobrevida financeira.

Por outro lado, são 12 anos de governo do PT. A oposição propaga que foi tempo suficiente para se promover as mudanças prometidas agora. Que teria sido tempo suficiente para o PT mostrar seu serviço e que estaria na hora de mudar. Não que a mudança seja a salvação de toda e qualquer pátria. O PSDB, especificamente, alardeia que casos de corrupção se alastraram no governo petista, como o mensalão e o famoso caso envolvendo a Petrobras. E deixam uma pergunta no ar: será que não existem outros escândalos? Deixam entender que oito anos do PSDB no comendo do Brasil está sendo inferior ao tempo do PT, 12 anos, e que a probabilidade de ocorrência de escândalos e malversação da verba pública seria bem maior.

E é nesse discurso de continuidade e de mudança que o eleitor vai ás urnas no domingo que vem. Sobreviverá o candidato ou candidata que tiver conquistado a maior fatia do eleitorado brasileiro. Não em torno de escândalos, de permanência ou de mudança. Não em discurso de esquerda ou direita. Afinal, quem for eleito não governará para os esquerdistas ou os de direita. Será para todos. Como deve ser, democraticamente.

No caso do Rio Grande do Norte, são dois candidatos que se apresentaram pesados, eleitoralmente falando, desde o início. São discursos iguais. Projetos iguais. Um representa o PMDB e o outro, o PSD. São praticamente da mesma linhagem política: ligados a governos, direta ou indiretamente. A ausência de uma campanha mais empolgante se deve, logicamente, à falta de algo mais, o qual não se apresentou. Se o PT tivesse apresentado candidato ao Governo potiguar, certamente teria se saído vencedor. Perdeu a chance. E será entre PMDB e PSD que o eleitor potiguar vai às urnas. Nada que empolgue. Nada que diferencie um do outro.

Assim como no cenário nacional, o que for eleito governador vai, obviamente, administrar para todos. E que o todo seja realmente a totalidade do Rio Grande do Norte. Que não haja discriminação política ou retaliação em virtude de uma campanha apática e sem convencimento. Afinal, chegamos ao segundo turno com um índice elevado de eleitores que não nutrem simpatia com nenhum candidato ao Governo. Um tem 47% de rejeição e o outro, 35%. 

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