terça-feira, 2 de setembro de 2014

E a saga 'smurf' continua na Câmara

Já virou praxe. Principalmente vindo da Câmara Municipal. Quando alguém de lá é contrariado pela imprensa, vem a afirmação de que repórteres são "vendidos" e que escrevem conforme o valor da nota. E isso não é de agora. Surgiu com mais afinco quando da sucessão do então presidente Claudionor dos Santos. De lá para cá, virou moda chamar algum jornalista de "azul". Quem não lembra do termo "imprensa smurf"?

Entra vereador, sai vereador e a falta de respeito com a imprensa continua na Câmara Municipal de Mossoró. Parece que alguns vereadores pegaram jornalistas para criticar e simplesmente aliviarem a tensão por não conseguirem o óbvio: aparecer com seus próprios méritos. Sim, porque até agora poucos parlamentares mostraram serviço. Tirando indicações de pavimentação de ruas, limpeza, abastecimento (algo bem comum á atividade parlamentar) não se viu nenhum projeto que merecesse aplauso.

Defender seus direitos (e bem pessoais) é o que voga na Câmara. Quem antes pedia transparência do Executivo hoje breca a mesma transparência. Não que exista algo que não possa ser mostrado. Até porque todo e qualquer cidadão tem o direito de saber como anda as finanças da Prefeitura. Para tal, existe o Portal da Transparência, onde se teria condições de fazer tal pesquisa. E, se o cidadão, mesmo assim, não conseguir, basta fazer uso da Lei da Transparência. É o óbvio. Todo e qualquer gestor tem a obrigação de atendê-la.

Mas, voltando ao objeto deste post, parece que quando algum interesse é questionado ou se diz algo impensado, a culpa é sempre de jornalistas.

Para ser ocupar algum cargo público, seja ele qual for, é preciso que a pessoa tenha a consciência de que não pode dizer o que quer. Passa a ser espelho e exemplo á sociedade. Se o vereador diz o que quer e com quem quer, obviamente pode ouvir o que não quer e de quem quer que seja.

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