terça-feira, 19 de agosto de 2014

Saúde nossa de casa dia

A campanha eleitoral está na sua metade. O eleitor, embora indiferente aos nomes que estão no páreo, deve ter sentido o clima e talvez tenha se definido. É uma possibilidade. E, ao que parece, os dois candidatos com maior projeção eleitoral que disputam o Governo do Estado já decidiram, algum tempo, que o alvo não é um ao outro. É a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que não é candidata a nada.

O candidato do PMDB, Henrique Eduardo Alves, não se fez de rogado e tem feito críticas ao governo democrata potiguar. Não é de agora. Vem desde que o seu partido optou pelo rompimento com Rosalba. O seu opositor mais direto, Robinson Faria (PSD), foi o primeiro a "abandonar" o barco do governo do DEM. Mas freou nas palavras um tempinho. Talvez esperando pelo apoio de Rosalba. Que não veio.

Agora Robinson partiu para a mesma tática de Henrique: critica, sem dó, o governo Rosalba. Não faz muito tempo ele parecia receoso em falar sobre a governadora em Mossoró. Mas isso é passado. Talvez o marketing dele tenha orientado que o melhor caminho seria "meter o cipó" no governo do DEM.

E, talvez por isso, tenha havido mudança nas regras do jogo: o prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) afirmou, dias passados, um débito de R$ 15 milhões do Governo do Estado com a Prefeitura de Mossoró na área da saúde. Um rombo e tanto, sem dúvida. E algo que não se concebe, uma vez que a saúde sempre está na lista prioritária de todo e qualquer aspirante a gestor público.

Em 2011, se o blog não tem lapso de memória, a Prefeitura de Mossoró chegou a divulgar que existiria um déficit orçamentário de R$ 8 milhões por parte do Governo do Estado com a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. Portanto, o "rombo" não é algo novo. Apenas aumentou. Quase dobrou.

Daí não se ter garantia alguma de que a saúde realmente seja área prioritária. Nem para quem é da área.

O fechamento da Casa de Saúde Dix-sept Rosado é um exemplo disso. Mantida pela Associação de Apoio á Maternidade e à Infância de Mossoró (Apamim), que chegou a ser gerenciada por um médico, a Casa de Saúde Dis-sept Rosado chegou ao fundo do poço. Mergulhada em dívidas e administração - aparentemente - equivocada (já que fechou), é exemplo disso. 

Aí vem uma questão: a Prefeitura de Mossoró teria condições de assumir o comando da Casa de Saúde?

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