terça-feira, 12 de agosto de 2014

O que está acontecendo?

Pobre e infeliz de quem precisar do serviço público. É que existe uma tremenda confusão e confundem o público com o privado. O público não é de graça. Todos nós pagamos, mas mesmo assim a coisa acontece como se fosse uma espécie de favor que órgãos estão fazendo. Se acham que o blog está faltando com a verdade ou tentando encontrar "piolho" em cabeça de careca, basta ir a alguma Unidade Básica de Saúde da periferia de Mossoró, especificamente algumas que se localizam nas adjacências do bairro Santo Antônio para constatar.

Funcionários estão há mais de mês sem comando. Sem diretores. Não que eles não tenham competência para o trabalho. Mas é que é preciso alguém para dar as coordenadas e buscar melhorias para as UBS. Daí a presença da figura de um diretor ou diretora no organograma funcional da Prefeitura de Mossoró. Mas parece que a coisa não funciona assim. Unidades Básicas como Sinharinha Borges e Ildone Cavalcante, dentre tantas outras, enfrentam problema semelhante.

Se funcionários estão enfrentando dificuldade para atender a demanda popular, já que não se tem quem "corra" atrás de benefícios, imaginem aí como fica a situação de quem precisa do atendimento. A quem recorrer?

Em julho passado o prefeito mossoroense exonerou todos os cargos comissionados. Foi dito que eles voltariam no mesmo dia em que seriam exonerados. Não aconteceu. Julho passou, agosto começou e estamos no 12º dia. E nada de diretores. O mesmo estaria acontecendo em Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O blog não crê que o prefeito seja insensível ao ponto de deixar uma área tão importante desse jeito. Tampouco que a secretaria Leodise Cruz não tenha o coração tão duro para deixar que usuários carentes sejam prejudicados. Sim, porque quem decide tudo em uma Unidade Básica de Saúde, quem é procurado pela Secretaria Municipal de Saúde para prestar informações são os diretores. E a quem a Secretaria de Saúde está recorrendo?

Se algum servidor efetivo está tomando conta, é bom que se diga. Que se divulgue. Que se saiba quem é quem. Até para que o usuário possa saber a quem recorrer.

O que não se pode é admitir que uma cidade do porte de Mossoró passe por situação como a que vivencia.

Ou será que existem outros fatores que impedem a nomeação de diretores? Será que a Prefeitura de Mossoró vivencia alguma crise financeira? Se existe tal situação, a assessoria do prefeito tem a obrigação de dizer. Afinal, se trata de algo público. E como tal, todos têm o direito de saber o que, verdadeiramente, está acontecendo.

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