segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Afinal, podemos mudar com os mesmos nomes?

Bárbara Cavalcante*

Não é uma questão de ter um filho/neto/irmão de político querendo o seu voto, é uma questão preparo para a vida pública. Ter nascido neste meio e, ter familiares engajados, não é questão de desprestígio, pelo contrário, muitas vezes, significa experiência adquirida...

Além de nascer e aprender a fazer política com os familiares, eles estudam e se preparam para isso... É preciso que nós – sociedade – entendamos: o problema não é a frequência em que um sobrenome é posto em um pleito, o problema sou eu, o problema também é você que não se sente parte deste cenário político. O problema é o nosso ‘pré-conceito’ entranhado.


O problema é você que olha para o caos brasileiro e não se sente culpado, e, apesar de não fazer nada, nem se dispor a servir ao povo, ainda vê problema em quem o faz, despejando sobre um candidato (que carrega experiência política no sobrenome) um olhar de desconfiança, como se estivesse diante de estuprador apenado. Ouso concordar com o McGarden, ‘o assassinato intelectual é o maior crime já registrado’ e, quero acreditar que as ‘críticas’ copiadas e coladas nas redes sociais, são uma prática para fugir da complexidade do tema.

Um lembrete para os críticos online: a política não está no Congresso Nacional, Assembléia Legislativa e nem no Palácio do Planalto... A política está aqui! Nas nossas atitudes, no nosso discurso e, sobretudo, na nossa empatia com o próximo.

Fazemos política o tempo inteiro... Já parou pra pensar se você joga limpo? Você tem discernimento próprio? Ou deixa o seu sobrenome falar por você? Viu? Apesar de ter aprendido muito com a sua família, você se preparou para a vida ao seu modo. Assim acontece com os familiares dos nossos representantes.

Ou será que por ser filho de político não se pode acreditar em mudanças? Vão ter que perder a esperança? Fazer mudanças não é somente votar no novo. É acertar os ponteiros, é analisar quem tem competência e afinidade para determinado cargo, é ver quem poderá fazer política para mudar a vida das pessoas.

Já parou pra pensar que você pode mudar sua casa reordenando os teus móveis? Assim podemos fazer com o Brasil, como se estivéssemos arrumando a nossa casa, enquadrando e desenquadrando quem merecer. O trabalho desenvolvido (ou não) pelo político – representante- conta, mas a sua postura do político – eleitor - também faz parte da conta a ser fechada com o nosso país.

Ah! Já estava esquecendo: aquela ideia de oligarquia não condiz com a nossa realidade, afinal, o governo passou a ser de todos faz um tempinho. Portando, se você condena a sucessão familiar dentro dos órgãos representativos, não vote. O poder é seu.

O governo é nosso. Eu acredito na mudança.

O meu nome é Bárbara, tenho 20 anos, sou estudante de Direito, filiada ao PMDB. Acredito no Brasil e na força do sufrágio consciente. Voto em quem tem proposta e trabalha pelo povo, dou-me ao trabalho de analisar o candidato e faço minhas escolhas. Para mim, não importa o sobrenome, mas para vocês que gostam de rótulos, eu vou ser franca... Voto em Alves, Maia e Rosado, mas faço política todo o tempo.


*Aluna do 8º período do curso de Direito da Faculdade Mater Christi

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