sábado, 19 de julho de 2014

Robinson precisa atentar à força do visual

Em campanha, a máxima aponta que é preciso demarcar terreno. Deixar o adversário ouriçado e se sentir ameaçado. Acuado. Desorientado. Para tanto, o marketing precisa ser ágil. Afinal, a melhor arma para projetar qualquer um ainda é o visual. Nos três dias (em horários alternados, claro, que o candidato do PSD ao Governo do Estado, vice-governador Robinson Faria, permaneceu em Mossoró, foi justamente isso que faltou: o visual. Ele cumpriu agenda em locais distintos, mas a ausência sentida foi o que menos se previa: bandeiras. Na noite da quinta-feira, quando sua candidatura foi lançada em Mossoró, até tinha bottons e adesivos para veículos. Menos algo que chama a atenção e, para a uns, indica presença forte do candidato.

Talvez a assessoria de Robinson Faria tivesse pensado que caberia à coordenação municipal a confecção de bandeiras. Mas não é bem assim que a "coisa flui". Tudo o que servir para projetar o candidato tem que vir da majoritária. E na manhã deste sábado, a ausência das bandeiras foi sentida. Tratou-se de uma agenda de um candidato ao Governo do Estado. Cargo máximo estadual. Mas, ao que parece, o marketing de Robinson não levou em consideração que Mossoró, apesar de ser uma cidade de porte considerável, ainda mantém ares de interior. E isso é o que conta para o eleitor: presença.

Quem apresentou poucas bandeiras foi a candidata ao Senado, deputada federal Fátima Bezerra (PT). Mas a estrela maior da coligação não é ela. É Robinson Faria. E ele precisa atentar para tal fato e chamar para si a responsabilidade de aparecer. Ou melhor: exigir que seu marketing faça o dever de casa.

Na manhã em que Robinson Faria esteve na Cobal e caminhou pelo Centro de Mossoró, quem aparecia, mesmo sem estar na cidade, era o seu adversário mais direto, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB).

O blog percebeu pontos diferentes de concentração de pessoas ligadas ao PMDB local e estadual fazendo a propagação do candidato Henrique, bem como de outros nomes da chapa proporcional, como a candidata Fafá Rosado, que disputa vaga à Câmara Federal.

Tudo isso faz parte do jogo. Da estratégia. O eleitor, seja de cidade grande ou pequena, ainda se prende ao visual. E o marketing de todo e qualquer candidato, bem como assessorias de imprensa, devem atentar para tal detalhe. Aparecer é preciso, afinal.

O blog até que compreende que foram os primeiros dias da campanha. Mas tem sido para todos. E é preciso estar atento a todo e qualquer detalhe. Qualquer deslize, qualquer ausência, qualquer "pecado" é suficiente para tirar votos. É bom lembrar que o eleitor tem o costume de seguir com o candidato que estiver "em alta". E nada melhor que o visual para levantar o astral e garantir o voto.

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