terça-feira, 22 de julho de 2014

Pedágio, corrupção e 20%

O atraso do Brasil é a corrupção. Isso não é nenhuma novidade. O tema, aliás, é recorrente na imprensa em geral. O Fantástico, não faz muito tempo, mostrou material investigativo que apontou para a continuidade de uma prática danosa ao desenvolvimento de toda e qualquer cidade. O blog se refere aqui ao percentual cobrado, geralmente em torno de 20%, sobre todo e qualquer contrato ou obra executada ou a ser. O chamado pedágio.

Pois bem: quando algum pesquisador, quando algum acadêmico tiver interesse no assunto certamente terá dificuldades para encontrar um ou outro exemplo. Obviamente que quem sabe de tais artimanhas não vai falar. No passado isso ocorria muito em cidades pequenas. Voltando 50 anos, ou mais, no tempo. E por aqui mesmo, no Rio Grande do Norte.

Escândalos e mais escândalos já pipocaram sobre o tema. Investigações já aconteceram. E a Grécia é sempre o tema de tais investigações: "Hígia", "Via Ápia" e por aí vai. São tantas denominações e articulações que causam nojo ao cidadão que refletir sobre como poderíamos ser e como estamos hoje.

Cidades que poderiam estar em outros patamares amargam ostracismo cruel. Fruto de algo danoso cometido no passado e que ainda tolhe o futuro.

Isso no tempo em que não existiam celulares, gravadores ou as chamadas "canetas espiãs", que gravam vídeo de boa qualidade de tudo o que se desejar. O Fantástico mesmo já utilizou tais mecanismos. Hoje tudo pode ser um flash. Tudo é notícia e tudo pode ser noticiado. Não com acusações infundadas. Mas com provas. Conversas telefônicas podem ser gravadas. Imagens podem ser feitas. Tudo.

Mas, por incrível que possa parecer, o blog não soube de nenhuma negociata envolvendo pedágio de 20% por estas bandas. Aliás, faz tempo que não se diz nada sobre o assunto. E se existem, são escondidinhos. Até porque se existissem alguém certamente já teria colocado a boca no trombone. Ou será que tem alguém que espera receber, por exemplo, R$ 100 mil e aceitaria pagar pedágio de 20%? O blog crê que não.

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