sexta-feira, 25 de julho de 2014

Até quando se terá 'clima de paz' pública?

O clima de "paz pública" tende a chegar ao fim. É que os candidatos ao Governo, ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa já estão definidos. As campanhas, contudo, ainda não estão nas ruas e evidencia que a coisa não está tão animada. Mas não é bem assim. A troca de farpas ainda é tímida e tende a ser mais intensa com o passar dos dias. Até porque são só três meses de campanha. Até agora, tanto Henrique Eduardo Alves (PMDB) quanto Robinson Faria (PSD) estão "calmos". Mas essa clamaria tem prazo para acabar.

E começou, indiretamente. Henrique tem avançado, conquistado apoios. Robinson busca se manter em evidência. Mas tem enfrentado problemas. A começar por anúncio de apoios. Dia desses sua assessoria de imprensa divulgou que ele teria recebido o respaldo político do prefeito de Angicos, que é do DEM. E dias depois a assessoria de Henrique mandou a mesma notícia. Ou seja, Robinson não está conseguindo manter. E perde.

E esse fator é o que culminará com a chamada "paz pública". Lideranças que divergem sobre candidatos e que são adversários em alguma cidade vão, certamente, abrir fogo contra seus adversários. De lado a lado. Acontecerá isso em Mossoró, Pau dos Ferros, Grossos, Areia Branca e tantos outros. Até parece que é regra: campanha que é campanha tem que ter "clima quente". Uns pensam assim.

Mas a "boca quente" envolve mesmo a disputa proporcional. Candidatos que se sentem ameaçados por outros estão partindo para denúncias ou ameaças. Em Governador Dix-sept Rosado, por exemplo, a deputada federal Sandra Rosado (PSB) não gostou nadica de nada de ver o PMDB de lá apoiando a candidatura de Walter Alves (PMDB) à Câmara Federal. E foi bem sincera: se o PMDB insistisse na ideia de beneficiar Walter a coisa iria feder: ela romperia com Henrique.

Mais recente veio o deputado estadual Getúlio Rego (DEM) dizer que o candidato Francisco José (PROS) estava invadindo suas bases no Alto Oeste.

São capítulos de um enredo que tende a esquentar o clima morno da atual campanha eleitoral no Rio Grande do Norte.

Quem se apresenta como "bonzinho" vai se queimar. Ou ser queimado. Quem surge como "lobo" vai se transformar em cordeiro. E por aí vai. É esperar os discursos e o programa eleitoral gratuito.

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