sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rosalba enfrenta 1ª grande batalha

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) enfrenta sua primeira grande batalha e esta não se dá no campo político. É via imprensa. A oposição tem se articulado bem, apresentando problemas pontuais, os quais ganharam contornos políticos e foram tomando espaços na imprensa virtual. Ou melhor, na mídia online. O Twitter tem sido a principal arma da oposição.

O governo democrata está há um ano e cinco meses no comando do Rio Grande do Norte. É bem verdade que Rosalba Ciarlini herdou um buraco imenso nas finanças do Estado. Ela explicou e detalhou as dívidas por um bom tempo, mas não podia continuar mirando o retrovisor. Partiu para o ataque: denunciou e cobrou punição aos governadores que a antecederam.

Também procede a afirmativa de que a governadora não podia mais ficar detalhando os rombos herdados. Contudo, quer queira quer não, é preciso levar em consideração que é humana e administrativamente impossível recuperar oito anos de falência em apenas um ano e cinco meses. É pouco tempo.

Nesse sentido, a oposição tem vencido a guerra: alardeia inabilidade administrativa. A governadora tem reconhecido que não está fazendo o governo que queria, e sim o que pode. Diante de tantas feridas herdadas, poucas cicatrizaram. E setores importantes como saúde, segurança e educação estão na mira. Da oposição e do próprio governo.

O caos que se vê nesses setores não é de agora. Crimes, chacinas e demais barbáries ocorreram nos governos passados. Bem como greves na educação e saúde. Ocorre que o atual governo não pode mais culpar o passado. Poderia, mas não há tempo para isso. Seria pequeno diante dos problemas enfrentados pela governadora.

Soma-se a tudo isso o fato de haver insatisfação de partidos políticos. Viu-se, recentemente, declarações de deputados estaduais na Assembleia Legislativa, cobrando agilidade do governo. E eles devem ter suas razões, mas também não se deve esquecer que a máquina, por si só, é pesada.

Essa particularidade, contudo, não deve ser desculpas para o governo não agilizar medidas que amenizariam ou resolveriam problemas. A falta d'água é um deles em alguns municípios oestanos. O blog não vai citar outros exemplos para não fugir do raciocínio.

Diante dessa nova realidade, da guerra virtual que se tem, governo X oposição, a governadora Rosalba Ciarlini, ao que parece, está disposta a fazer uma reforma administrativa. Não por capricho ou por querer, e sim por uma necessidade. É que vários cargos estão sem titulares, e a saúde é um deles.

O Conselho Político anunciado por Rosalba não tem outro propósito - digo com relação às questões administrativas, pois os políticos estão implícitos - senão o de resolver os pepinos surgidos. Fala-se em mudanças e acomodações e reacomodações. Realmente é preciso realinhar as peças, pois o Governo precisa mesmo mostrar a que veio.

A revolta que se vê no mundo virtual vem de 2010, quando Rosalba Ciarlini derrotou o então governador Iberê Ferreira de Souza com o discurso da reconstrução do Rio Grande do Norte. O que ela não esperava é que um nó administrativo fosse aplicado, e bem, por seus antecessores. Prova disso são os 14 Planos de Cargos aprovados na gestão passada e para os quais o governo anterior não deixou previsão orçamentária.

Em resumo: o abacaxi chamado Rio Grande do Norte deve ser descascado. Com a reforma administrativa que se aproxima, entende-se que a tão esperada reconstrução do Estado possa aparecer aos olhos, principalmente, da oposição - que não enxerga avanços e direciona suas ações para atrair insatisfeitos e derrotados em 2010 para aumentar a pressão política visando eleições, deste ano e a próxima.

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