quarta-feira, 16 de maio de 2012

PT perde cacife e faz politicagem

Fica difícil confiar no PT. O cenário que se configura, pelo "rolo compressor" que vem de Brasília e atendendo interesses de outra legenda partidária, deixa o Partido dos Trabalhadores com a imagem totalmente arranhada. Em Mossoró, apesar da decisão tomada pelo diretório local, a pré-candidatura do reitor da Ufersa, professor Josivan Barbosa de Menezes, tende ir às cucuias.

Quem garante que não haverá quebra de compromisso em outras cidades? É certo que Mossoró tem a sua importância comprovada nessa confusão petista, mas nada impede que diretórios de outras cidades do Rio Grande do Norte sejam afetados com a atitude antidemocrática da executiva nacional do PT.

Em Apodi, por exemplo, o PT tende a apoiar o pré-candidato do PC do B, Flaviano Monteiro, à Prefeitura Municipal. Agora, diante da incerteza por qual passa o diretório mossoroense, quem garante que o partido honrará o compromisso que se firma?

Se uma resolução foi instituída e que será aprovada no dia 19/5, destroçando o calendário eleitoral nacional do próprio PT, não é de se estranhar qualquer posicionamento do Partido dos Trabalhadores.

Pobre do candidato que tiver sonhando em disputar cargos eletivos nas eleições de outubro vindouro. Pior ficará se for petista.

Abre-se, a partir do quadro vivenciado em Mossoró, um precedente sem tamanho contra a democracia. Ainda  mais quando esta se refere ao PT. Um partido que surgiu no seio da ditadura e que nasceu para combatê-la, hoje se apresenta pior que os atos praticados em 1964.

Pior ainda: o PT se projeta à decadência em um momento, talvez, sublimar de sua existência e o qual começou quando da eleição do torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva à presidência do Brasil em 2002.

Na ânsia de fazer algo que tanto criticava, o PT se iguala às legendas partidárias que critica e agora perde totalmente a moral para continuar a fazê-lo: faz politicagem como qualquer um.

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