quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mossoró entre o laranja e o vermelho

A partir de julho, duas cores dividirão a opinião do eleitor mossoroense. Pelo que se encaminha, se terá apenas duas candidaturas na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. De um lado, o laranja da pré-candidata governista, vereadora Cláudia Regina (DEM). Do outro, o vermelho da pré-candidata oposicionista, deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Será uma campanha que remete à cidade de Parintins, interior amazonense. Lá, apesar de outros "bois", os mais famosos são "Caprichosos" e "Garantido".

Em Mossoró, o eleitor terá que escolher um lado. Seja laranja ou vermelho. Vencerá quem conseguir melhor se comunicar com o eleitorado, souber vender bem suas propostas e se manter coerente ao longo do processo eleitoral.

Até agora, as manifestações de apoio às pré-candidatas são feitas nas redes sociais. O Twitter se constitui no principal canal de aproximação delas com o público alvo: o eleitor. Principalmente os jovens.

Contudo, a terceira opção não deve ser descartada. O PT, apesar de estar com a pré-candidatura do professor Josivan Barbosa de Menezes na berlinda, pode reverter o quadro e apresentá-lo como nome.

Aí se teria laranja e dois tons de vermelho.


Personalização

O Democratas já definiu sua linha. A partir do convite lançado à imprensa, convidando para o encontro suprapartidário desta sexta-feira, se tem um caminho definido e o qual norteará a campanha propriamente dita.

A análise do blog é a de que o DEM não quer partidarizar a pré-campanha e aposta na personalização da pré-candidata, bem como dos líderes políticos que a apoiarão.

Cláudia Regina conta a seu favor o fato de ser carismática e tem, na prefeita Fafá Rosado, grau igual ou maior de carisma. Somando-se esse fator à popularidade da governadora Rosalba Ciarlini - considerada a maior eleitora de Mossoró - teria-se aqui um nome que se encaixa no projeto governista.

Do PSB, Larissa Rosado estaria em desvantagem nesse quesito. O blog não está dizendo que a pré-candidata não possui carisma. Se não tivesse, não teria sido renovado seu mandato de deputada estadual. É que ela não vai contar com essa ajuda, já que outros líderes políticos que poderiam agregar à sua chapa já estão com o DEM, como o ministro da Previdência Social, senador licenciado Garibaldi Alves Filho - reconhecidamente uma das maiores expressões políticas do Rio Grande do Norte.

Ocorre que carisma e simpatia não ganham eleição, mas ajudam. O que vai contar mesmo são as propostas. O postulante que souber melhor transmitir seus planos à sociedade, certamente estará em situação de vantagem.

Nesse ponto é que entra o Programa Eleitoral na TV e em rádio. Até agora, a pré-candidata governista teria vantagem. Cláudia Regina vai dispor de pouco mais de oito minutos diários para expor seu plano, suas ideias e conquistar o eleitor. Larissa Rosado, um pouco menos. Algo em torno de cinco minutos.

O PT pode ser o diferencial na campanha pessebista. Caso a executiva nacional petista vete a candidatura de Josivan, a legenda petista se aliará ao PSB e levará seu tempo de propaganda eleitoral pra Larissa Rosado. Esse fator equilibraria o jogo.

O marketing, no estágio da campanha propriamente dita, será primordial para o bom desempenho, ou não, das candidatas. Quem tiver o que mostrar, certamente estará em vantagem. Quem não possuir bom banco de informações ficará em quadro complicado e a alternativa que se apresenta como recorrente é o ataque.

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