terça-feira, 17 de abril de 2012

PT nacional decidirá futuro de Josivan

O secretário-geral da executiva nacional do PT, Paulo Frateschi, afirmou ontem que as considerações apresentadas pelo PT mossoroense serão levadas em consideração, bem como as razões do diretório nacional no que diz respeito ao futuro político da legenda em Mossoró.

Ele foi encarregado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ser o negociador do Partido dos Trabalhadores junto ao PSB nacional, que quer o apoio dos petistas ao projeto da deputada estadual pessebista Larissa Rosado. Com a missão de encontrar uma saída para o impasse em torno da aliança, Frateschi se reportará ao negociador do partido presidido pelo governador Pernambucano Eduardo Campos, Roberto Amaral, em data incerta.

Antes, disse Frateschi, haverá conversa com Rui Falcão, presidente nacional do PT, em Brasília. Somente depois ele se reúne com Amaral, em São Paulo.

Frateschi se reuniu ontem, em Natal, com representação do dos diretórios estadual e local do PT. Ele foi ouvir as alegações contrárias ao projeto nacional petista e considerou como “fortes” os argumentos apresentados pelos petistas de Mossoró. “Considerei os argumentos fortes, sem radicalismo e baseado na realidade do PT de Mossoró. Vou levar o assunto à direção nacional”, afirmou.

O secretário-geral do PT veio com a missão de tentar mudar a posição já tomada pelo diretório de Mossoró pela candidatura própria à Prefeitura Municipal, mas deixou o encontro com uma contraproposta: a da manutenção do nome do reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Josivan Barbosa de Menezes, às eleições deste ano.

“Vou levar à direção nacional. Os argumentos em torno da unidade do partido é manter a candidatura. Não existe nenhuma liderança que seja contrária à tese”, afirmou.

A reportagem tentou conversar com o reitor da Ufersa, mas seus assessores informaram que ele concederia entrevista coletiva ás 10h de hoje, no Sindicato dos Empregados no Comércio de Mossoró e Região (SECOM), para informar os últimos fatos relacionados ao projeto político do PT mossoroense.

Segundo o poeta e jornalista Crispiniano Neto (PT), que acompanhou Josivan Barbosa na reunião com Paulo Frateschi, o secretário geral do PT nacional colocou que existe uma demanda por parte do PSB, mas descartou a possibilidade de intervenção. “Ele nos disse que levará o assunto à direção nacional. Todas as correntes do PT foram pela manutenção da candidatura em Mossoró. Frateschi disse que não poderia definir, mas que levaria esse sentimento à executiva nacional”, disse.

Crispiniano comentou que o PT nacional busca convencer o diretório mossoroense a desistir da candidatura própria, mas ele ouviu que a realidade local deve ser levada em consideração. O poeta disse ainda que os petistas de Mossoró perguntaram a Frateschi se as movimentações e agendas de pré-campanha de Josivan Barbosa seriam paralisadas até a definição. “Ele disse que o partido não era obrigado a parar e mandou que continuássemos a pré-candidatura.”

O poeta acrescentou que o que os petistas de Mossoró fizeram foi defender uma ideia já definida pelo diretório municipal. Ele lembrou que das cidades listadas como preferenciais à executiva nacional petista, restaram somente Mossoró e Duque de Caxias (RJ). “Nas demais, houve a manutenção pela candidatura própria”, afirmou.

ENTREVISTA/Paulo Frateschi

 ‘Os argumentos pela candidatura própria são muito fortes’

Os companheiros de Mossoró foram convincentes?
NÃO EXISTE nenhuma liderança local contrária a candidatura própria do PT. Todos são a favor de que prevaleça a tese que ganhou no encontro do partido. Os argumentos apresentados foram muito fortes, sem radicalismo. Isso certamente terá importância na hora da decisão do partido.

O senhor saiu da reunião convencido de que o PT terá candidatura própria?
FUI ESCOLHIDO pelo ex-presidente Lula para representar o PT na negociação com o PSB. O que prevalecer não é a minha opinião, mas sim os argumentos do partido, tanto local como nacional. Os argumentos das lideranças locais são fortes, mas a direção nacional também tem as suas razões. Vamos buscar uma saída para o impasse.

Há previsão para uma definição?
NÃO. Vou ter reunião com o nosso presidente Rui Falcão, em Brasília, e Roberto Amaral, do PSB, em São Paulo. Vou conversar sobre o que foi discutido aqui, apresentar os argumentos, que são fortes, para buscar uma solução.

O cenário político de Mossoró tem essa importância para ser colocado em negociação a nível nacional?
A cidade é muito importante para o jogo nacional. É a única do País com mais de 150 mil eleitores administrada pelo DEM. É a segunda maior do Rio Grande do Norte, com economia forte, imprensa forte e tem lideranças políticas com destaque nacional. As pessoas veem Mossoró com outros olhos.

Fonte: Jornal de Fato 

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