quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Isabel Montenegro quer ser candidata a vice-prefeita

A postura adotada pela deputada federal Sandra Rosado (PSB), de querer impor ao PT mossoroense um caminho diferente do que o partido quer, lembra um pouco o que fez a ex-vereadora Isabel Montenegro, presidente do PMDB local, dias passados.

Ora, é sabido que os líderes estaduais do PMDB trabalham para indicar o candidato a vice-prefeito na chapa majoritária governista em Mossoró. Também é público que o nome mais cotado entre os peemedebista é o secretário de Serviços Públicos Alex Moacir. E é notório que a prefeita Fafá Rosado (DEM) e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) aceitarão a aliança na majoritária com o PMDB.

O que não se entende é a ânsia voraz de Isabel em afirmar e reafirmar que o PMDB não servirá de escada para o DEM. Ela, que é auxiliar do governo democrata mossoroense, deveria ter medido as palavras. Fosse em outro município ou se a Prefeitura de Mossoró não estivesse sob o comando de uma prefeita pacificadora, Isabel certamente teria sido exonerada da Fundação Municipal de Geração de Emprego e Renda (Funger).

A presidente local do PMDB precisa entender que uma aliança majoritária é construída pelo diálogo e nunca por murros em birôs ou frases desaforadas. Assim, Isabel afasta a possibilidade do seu partido indicar o vice-prefeito. Cargo esse que, diga-se de passagem, é formalizado por meio de convite. Não por imposição.

O que se evidencia, pelo comportamento de Isabel, é que ela quer ser o nome do PMDB para a chapa majoritária. Ela deixa entender que quer ser a candidata a vice-prefeita.

Pelos arroubos publicados na imprensa local dias passados, dificilmente o DEM aceitaria um candidato a vice com um temperamento tão complicado. A presidente do PMDB precisa entender que o diálogo é a peça mais importante na construção de uma aliança e que a imposição sempre afasta toda e qualquer possibilidade de entendimento.

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